Tudo começa com a bola de meia, nos campos de terra batida da várzea, quando o craque ainda é menino, até os maiores estádios do mundo – dizia Alexandre Santos, na abertura do programa “OS GRANDES MOMENTOS DO FUTEBOL” levado ao ar pela Rádio Bandeirante, no inicio dos anos sessentas. Na ocasião, o apresentador destacava a importância dos campos da várzea, desde sempre, o grande celeiro de craques do futebol nacional.
Vieram os tempos modernos, o progresso e a especulação imobiliária, levando por terra aquele que se poderia chamar de “tempos românticos do esporte bretão’. Inventaram o futebol “dente - de - leite”, rarearam-se os campos de terra da periferia, proliferaram as “escolinhas de futebol” e o que antes era visto como inocente brincadeira de criança acabou por se transformar em “galinhas dos ovos de ouro” para futuros empresários.
Por conta dessa atividade indivíduos sem nenhuma intimidade com o esporte tornaram-se num piscar de olhos, em “professores” de futebol, como se ensinar a jogar futebol - se é que seja possível – fosse o mesmo que construir uma equação matemática.
Torna-se imperativo uma observação: nada contra a instituição “escolinha de futebol” na maioria das vezes sérias e bem intencionadas; tampouco pretendemos iniciar caça a profissionais comprovadamente competentes. Até porque, o assunto que nos traz aqui é o futebol jogado nos campos da várzea, regado a sangue, suor e lágrimas;. Jogado com raça, também com mestria, mas sobretudo, com o coração. Para que o trabalho realizado nas categorias de base alcance os objetivos desejados, necessário será separar o joio do trigo. Caso contrário, e não vai demorar muito, os palcos de grandes estádios estarão recheados de peladeiros .








